Governo descarta volta do horário de verão em 2024
Ministro anuncia que a medida não será adotada, mas poderá retornar no próximo ano.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, informou que o governo federal decidiu não retomar o horário de verão em 2024, contudo, deixou a possibilidade em aberto para o ano seguinte. A proposta de não adotar a mudança nos relógios neste ano foi apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deu a palavra final.
A decisão se baseou em análises técnicas que indicaram que, com a chegada do período chuvoso, os reservatórios estarão em níveis adequados para garantir o abastecimento de energia nas hidrelétricas, sem grandes prejuízos ao longo do ano. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) forneceu dados complementares que embasaram a recomendação do Ministério de Minas e Energia.
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Anteriormente, o ONS havia sugerido a mudança temporária no fuso horário como forma de economia financeira, estimando uma economia potencial de R$ 400 milhões para 2024. No entanto, o ministro Silveira ressaltou que a medida só seria adotada se fosse considerada "imprescindível", criticando a decisão anterior de encerrar o horário de verão em 2019.
Discussões e Contexto
As discussões sobre a volta do horário de verão surgiram em meio a uma intensa estiagem no país, levando o governo a considerar a medida como forma de reduzir o consumo de energia elétrica residencial. Com a estiagem sendo descrita como a pior dos últimos 74 anos pelo Cemaden, o governo passou a estudar a viabilidade da mudança nos relógios como uma alternativa para enfrentar a crise energética.
Funcionamento e Abrangência
O horário de verão, instituído pelo decreto federal, era aplicado anualmente do primeiro domingo de novembro até o terceiro domingo do ano seguinte, com o adiantamento de 1 hora no horário de Brasília. Estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e outros seguiam a medida, enquanto regiões mais próximas à Linha do Equador, como Norte e Nordeste, não participavam.
Decisão de Suspensão
A suspensão do horário de verão em 2019 foi motivada pela constatação de mudanças nos hábitos de consumo energético da população, com o pico de consumo ocorrendo à tarde, inviabilizando os benefícios esperados da medida. Estudos realizados pelo CMSE embasaram a decisão de suspender o horário de verão naquele ano.
Retrospectiva e Última Aplicação
O horário de verão foi aplicado pela última vez entre novembro de 2018 e fevereiro de 2019, com uma alteração no início para não interferir no período eleitoral. O governo, ao reconsiderar a eficácia da medida, optou por não continuar com a prática, levando à suspensão definitiva.
Em resumo, a discussão sobre a retomada do horário de verão reflete a busca por alternativas diante dos desafios energéticos enfrentados pelo país, com decisões baseadas em análises técnicas e necessidades emergentes.
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