Engenheiro do PI desenvolve tecnologia que detecta câncer em exames com precisão
Solução de IA auxilia médicos na detecção precoce do câncer.

Após perder a mãe para o câncer de mama, o engenheiro piauiense Otílio Paulo desenvolveu uma tecnologia inovadora para ajudar na identificação precoce da doença. Criada pela startup OP Image Solutions, essa solução utiliza inteligência artificial para analisar exames de imagem e detectar possíveis lesões suspeitas. As informações são do g1.
O projeto nasceu da experiência pessoal de Otílio. Ele relata que sua mãe seguia o tratamento convencional e realizava exames regularmente, mas, anos depois, a doença retornou de maneira agressiva.
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"A ideia surgiu quando a minha mãe teve câncer de mama. Ela fez a cirurgia, a remoção, e aí cinco anos depois o câncer voltou, sentiu uma dor, foi para o hospital e só saiu em óbito. E ela fazia o tratamento convencional normal, de seis em seis meses, acompanhando para ver se ainda tinha, e diziam 'não, está tudo ok, tudo curado'. E quando voltou, foi alastrado no intestino todo", explicou.
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Quando sua mãe faleceu, Otílio estava concluindo o mestrado e viu a oportunidade de pesquisar algoritmos que pudessem apoiar o diagnóstico médico durante o doutorado. "Me senti desafiado e consegui construir esses algoritmos (...). Em 2023, nós conseguimos construir o MVP funcional e aí montamos a startup", detalhou.
A solução, denominada OP-Image, baseia-se em modelos de visão computacional que analisam exames, como mamografias e ressonâncias magnéticas, identificando sinais compatíveis com tumores. "A pretensão não é substituir os médicos, mas sim auxiliá-los para que possam ter uma segunda opinião para dar um diagnóstico mais preciso", enfatizou.
O funcionamento da ferramenta alinha-se aos protocolos da medicina diagnóstica, aplicando algoritmos que encontram achados de forma rápida e assertiva. Otílio reforça que o sistema complementa o olhar clínico dos especialistas.
A plataforma identifica microcalcificações e outras alterações nas imagens, proporcionando aos médicos dados para análises mais detalhadas. "A gente faz o papel do olho humano, mas com a máquina, com visão computacional (...), para que o médico possa dar um diagnóstico mais assertivo", completou.
No momento, a tecnologia está em implementação em clínicas parceiras e deve ser lançada comercialmente após ajustes finais. O projeto concorre ao Prêmio Finep de Inovação, a maior premiação de inovação do Brasil, com a etapa regional Nordeste ocorrendo nesta segunda-feira (17).
Como único representante do Piauí entre os 24 finalistas da região, a iniciativa busca ampliar o acesso a diagnósticos precisos, especialmente em hospitais e clínicas menores, e contribuir para o Sistema Único de Saúde (SUS).
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