Descobertos fósseis de pterossauros no Piauí pela primeira vez
Fósseis inéditos ampliam potencial paleontológico do estado.

Fósseis de pterossauros foram encontrados pela primeira vez no Piauí, resultado de um trabalho colaborativo entre pesquisadores da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e outras instituições acadêmicas. As escavações, realizadas em parceria com a Universidade Regional do Cariri (URCA), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Federal do Pernambuco (UFPE), revelaram ossos que foram coletados em 2020 no sítio Capim Grande, no município de Simões-PI, parte da Bacia do Araripe.
Dois ossos fossilizados, pertencentes a pterossauros, foram descobertos. Esses ossos são parte da estrutura das asas de dois indivíduos diferentes, preservados tridimensionalmente. Utilizando a técnica de osteohistologia, que analisa a estrutura microscópica dos ossos, os cientistas conseguiram identificar que um dos ossos era de um jovem em crescimento, enquanto o outro pertencia a um adulto totalmente desenvolvido. Estima-se que esses répteis tinham envergaduras de cerca de 3 metros.
+ Participe do nosso canal exclusivo no WhatsApp!
Pterossauros foram os primeiros vertebrados a desenvolver a capacidade de voo. Diferentemente das aves, que têm asas com penas, esses répteis possuíam asas membranosas sustentadas por um dedo alongado. Essa descoberta destaca a sua complexa adaptação evolutiva. No Brasil, a Bacia do Araripe é conhecida por abrigar alguns dos fósseis de pterossauros mais bem preservados do mundo, embora a maioria dos achados anteriores estivesse concentrada no Ceará, deixando o Piauí com menos registros significativos.
A descoberta no sítio Capim Grande é um marco notável, confirmando pela primeira vez a presença de fósseis de pterossauros no Piauí. Isso é fundamental para preencher uma lacuna geográfica, demonstrando que esses répteis habitaram toda a Bacia do Araripe, e não apenas sua porção situada no Ceará. A pesquisa também sugere que a escassez de fósseis em certas áreas pode ser mais uma questão de falta de estudos do que de ausência real de espécimes.
Com esses novos achados, o potencial paleontológico do Piauí é agora reconhecido, confirmando a região como um importante foco de interesse científico para futuras pesquisas. As descobertas enriquecem o mapa paleontológico do Brasil e oferecem novas perspectivas para o estudo dos pterossauros e sua distribuição geográfica.
Divulgue seu negócio e venha fazer sucesso junto com o ROTA343. Clique aqui e entre em contato conosco!





