Deputado entra com ação para barrar gastos desnecessários de Lula e Janja

Político solicitou a suspensão do pregão eletrônico de R$ 1,4 milhão realizado pela Presidência.
Deputado Guto Zacarias, do partido União-SP.
Deputado Guto Zacarias, do partido União-SP. (Foto: Reprodução/Alesp)

O deputado estadual de São Paulo, Guto Zacarias (União-SP), entrou com uma ação na Justiça Federal pedindo a suspensão do pregão eletrônico de R$ 1,4 milhão realizado pela Presidência da República. O objetivo da licitação é a aquisição de móveis e eletrodomésticos para o Palácio do Planalto, incluindo itens como frigobares, lustradores de sapato e máquinas de gelo.

Para o parlamentar, os produtos listados na compra são supérfluos e desnecessários. Ele argumenta que a licitação fere a Lei de Licitações e Contratos Administrativos, que impede a aquisição de artigos de luxo com recursos públicos. Entre os exemplos citados por Zacarias estão frigobares avaliados em quase R$ 2.500 e sofás com preços que ultrapassam R$ 50 mil, o que, segundo ele, caracteriza gastos excessivos.

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O deputado solicitou que a Justiça conceda uma medida de urgência para interromper imediatamente o processo de compra. Em sua justificativa, ele destacou que, caso o pregão seja concluído, os valores já pagos dificilmente poderão ser recuperados pelos cofres públicos.

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"Lula continua gastando dinheiro público de maneira irresponsável, enquanto milhões de brasileiros enfrentam dificuldades. Estamos falando de um leilão milionário para adquirir frigobares superfaturados, sofás luxuosos e até polidores de sapato. Isso é um desrespeito ao contribuinte! Por isso, entrei com uma ação popular para impedir esse desperdício e exigir mais responsabilidade com os recursos públicos. O Palácio do Planalto não pode se transformar em um clube de luxo bancado pelo povo", afirmou Zacarias.

O deputado, que tem adotado uma postura crítica ao governo, foi responsável pela criação do "Janjômetro", uma plataforma lançada em novembro de 2024 para monitorar os gastos da primeira-dama, Rosângela da Silva, conhecida como Janja. Segundo os dados da ferramenta, os custos associados a Janja já ultrapassam R$ 110 milhões.

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