Defesa da vereadora Tatiana Medeiros critica prisão na Operação Escudo Eleitoral
Defesa da vereadora alega falta de contemporaneidade dos fatos e justificativa legal insuficiente.
A vereadora Tatiana Medeiros (PSB), presa durante a Operação Escudo Eleitoral da Polícia Federal, teve sua defesa contestada pelo advogado Dellano Sousa. Em meio à polêmica, Sousa criticou a ordem de prisão preventiva, alegando falta de contemporaneidade dos fatos e justificativa legal insuficiente.
O advogado ressaltou que os supostos crimes que embasaram a prisão datam de outubro de 2024, o que tornaria a decisão extemporânea. Além disso, enfatizou a colaboração de Tatiana nas investigações, comparecendo sempre que solicitada pela Polícia Federal.
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Sousa destacou a falta de notificação à Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Piauí (OAB-PI), o que, segundo ele, violou prerrogativas da vereadora. A OAB também se manifestou sobre o caso, cogitando pedir a anulação da prisão.
A justificativa principal para a detenção foi a suposta exclusão de uma mensagem de celular, indicando tentativa de obstrução da justiça. No entanto, o advogado negou a acusação, alegando falta de acesso ao conteúdo que embasou a decisão.
Apesar do cenário conturbado, a defesa de Tatiana ressaltou que a vereadora mantém a "consciência tranquila" e "acredita na justiça". Segundo Sousa, ela está surpresa com a situação, mas confiante de que a verdade prevalecerá.
Operação em Curso
A Operação Escudo Eleitoral investiga o possível financiamento ilícito de campanhas com recursos ligados a facções criminosas. A relação de Tatiana com Alandilson Cardoso Passos, apontado como membro de uma organização criminosa, despertou a atenção da Polícia Federal após as eleições de 2024.
Além da vereadora, outros sete mandados foram cumpridos, incluindo busca e apreensão e afastamento de agentes públicos. A investigação se estende a servidores de órgãos públicos do Piauí.
Audiência de custódia
Nesta sexta-feira (04), Tatiana Medeiros passará por uma audiência de custódia, onde a legalidade da prisão será avaliada. Enquanto isso, a OAB-PI estuda contestar a detenção, apontando possíveis irregularidades no processo.
A vereadora, também advogada e ativista social, reafirmou sua inocência e confiança na justiça. Seu advogado se comprometeu a reverter a decisão e garantir sua liberdade, enquanto a Polícia Federal mantém a posição de que a prisão é fundamentada em indícios sólidos de conexões entre facções criminosas e autoridades municipais.
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