CPI do INSS começa com análise de pedidos e disputa por cargos de destaque
Até o momento, já foram apresentados cerca de 833 pedidos.
A CPI do INSS teve início na última terça-feira (19), com a análise de requerimentos e definição do plano de trabalho. Até o momento, já foram apresentados cerca de 833 pedidos, que variam desde convocações para depoimentos até quebra de sigilo.
Além disso, houve uma disputa pela vice-presidência, cargo que deve ser preenchido durante a reunião.
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Entre os requerimentos que podem ser votados nesta semana, destacam-se a convocação de servidores e do ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi, que deixou o governo durante a gestão de Lula após uma operação da Polícia Federal relacionada a descontos indevidos em aposentadorias e pensões.
Composição e Presidência da CPI
O Palácio do Planalto montou uma equipe estratégica para atuar na comissão, buscando associar eventuais fraudes não ao governo passado, mas à administração atual de Jair Bolsonaro. A atenção aos requerimentos é redobrada para evitar, por exemplo, que familiares do presidente sejam alvos.
Após perder a presidência e a relatoria em uma reviravolta que gerou polêmica na base governista, o Planalto reformulou sua estratégia em busca de equilíbrio. Um dos pontos cruciais será a gestão das convocações, já que o governo conta com cerca de metade dos membros da comissão, o que representa uma maioria apertada e coloca o Planalto em risco de novas derrotas.
O senador Carlos Viana (Podemos-MG) surpreendeu ao vencer a disputa pela presidência com o senador Omar Aziz (PSD-AM), que contava com apoio de figuras importantes. A relatoria ficou a cargo do deputado Alfredo Gaspar (União-AL), em outra reviravolta que contrariou interesses políticos. Agora, o governo busca ao menos conquistar a vice-presidência.
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