China diz estar pronta para 'qualquer tipo de guerra' com os EUA

Pequim reage às tarifas de Trump com aumento de 7,2% nos gastos militares
Presidente Xi Jinping, da China
Presidente Xi Jinping, da China (Foto: Reuters via BBC)

A declaração marca uma das posições mais firmes da China desde o início do governo Trump, coincidindo com o encontro anual do Congresso Nacional do Povo em Pequim.

+ Curta nossa Fanpage e acompanhe as novidades!

Na terça-feira, o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, anunciou um novo aumento de 7,2% nos gastos com defesa, destacando que “mudanças inéditas em um século estão acontecendo em ritmo acelerado no mundo”. O crescimento, já esperado, mantém o mesmo patamar do ano anterior.

Continue lendo após a publicidade

A China intensificou sua retórica contra os Estados Unidos em um momento de tensão crescente entre as duas maiores economias do mundo. Durante o encontro anual do Congresso Nacional do Povo, os líderes chineses buscam demonstrar confiança no crescimento econômico do país, apesar da ameaça de uma guerra comercial provocada pelas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump.

Na terça-feira (4/3), o primeiro-ministro Li Qiang anunciou um aumento de 7,2% nos gastos com defesa para este ano, reforçando a narrativa de que “mudanças nunca vistas em um século estão acontecendo em um ritmo acelerado”. Embora esperado, o aumento reflete a determinação da China em manter sua posição no cenário global.

Além disso, Pequim procura projetar uma imagem de estabilidade e paz, em contraste com os EUA, frequentemente acusados de se envolverem em conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia. A China também enxerga uma oportunidade nas tensões entre Washington e seus aliados, como Canadá e México, ambos atingidos por tarifas americanas.

Em uma publicação no X (antigo Twitter), a Embaixada da China em Washington reiterou a postura do país contra a intimidação americana, acusando os EUA de usarem a questão do fentanil como justificativa para elevar tarifas. “A intimidação não nos assusta. Pressionar ou fazer ameaças não funciona com a China”, declarou o Ministério das Relações Exteriores.

Apesar de tensões anteriores, havia esperança de relações mais cordiais no início do governo Trump, especialmente após a ligação inicial entre ele e Xi Jinping. No entanto, os desdobramentos recentes e a escalada da disputa tarifária mostram uma relação cada vez mais contenciosa, com os EUA vendo a China como sua maior ameaça econômica e política externa.

Pequim, com o segundo maior orçamento militar do mundo (US$ 245 bilhões), ainda gasta proporcionalmente menos que os EUA ou a Rússia, embora analistas apontem que os números oficiais podem subestimar os investimentos reais em defesa. Enquanto isso, a China promete injetar bilhões de dólares para enfrentar desafios internos, como a baixa no consumo, crise imobiliária e desemprego, em meio ao delicado equilíbrio político e econômico global.

Divulgue seu negócio e venha fazer sucesso junto com o ROTA343. Clique aqui e entre em contato conosco!

Gostou? Compartilhe!