Brasil tem Dia D de combate a dengue, Zika e chikungunya neste sábado (8)

Ministério da Saúde realiza Dia D nacional contra o Aedes aegypti para prevenir dengue, Zika e chiku
Teresina confirma a primeira morte por dengue em 2025; vítima é homem de 45 anos
Teresina confirma a primeira morte por dengue em 2025; vítima é homem de 45 anos (Foto: Banco de Dados/Reprodução)

O Ministério da Saúde promove, neste sábado (8), o Dia D nacional de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika e chikungunya. A mobilização ocorre simultaneamente em todos os estados, reunindo gestores locais, profissionais de saúde, agentes de endemias, lideranças comunitárias e a população em mutirões de limpeza e ações de conscientização em áreas públicas e residências.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a ação ocorre antes do período de maior transmissão da dengue, que acontece no primeiro semestre do ano.

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“Estamos fazendo essa mobilização antes mesmo do período de maior transmissão da dengue, que ocorre no primeiro semestre. Este é o momento de conscientizar e engajar a população e os municípios para identificar os pontos críticos e eliminar os criadouros do mosquito”, afirmou o ministro.

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Até o dia 30 de outubro, o Brasil registrou mais de 1,6 milhão de casos prováveis de dengue, uma redução de 75% em relação a 2024. No mesmo período, 1,6 mil mortes foram confirmadas, queda de 72% em comparação ao ano anterior.

Apesar da melhora, o 3º Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) revela que 30% dos municípios brasileiros ainda estão em estado de alerta. Em 3,2 mil cidades, mais de 80% das larvas foram encontradas em vasos de plantas, pneus, garrafas, caixas d’água e calhas, locais que acumulam água parada.

Mobilização nacional e força-tarefa

Mais de 370 mil profissionais atuam diariamente nas ações de prevenção em todo o país. Além dos agentes de saúde e de endemias, o Ministério da Saúde distribuiu 2,3 milhões de sais de reidratação oral, 1,3 milhão de testes laboratoriais e 1,2 mil nebulizadores portáteis para bloqueio da transmissão.

A Força Nacional do SUS (FN-SUS) também está pronta para instalar até 150 centros de hidratação em cidades com alta incidência de casos, reforçando a assistência nos períodos críticos.

Nos estados, ações locais reforçam a campanha nacional. No Rio de Janeiro, por exemplo, a Secretaria de Estado de Saúde realiza mutirões em Búzios, Resende e na capital fluminense, com atividades educativas e inspeções domiciliares.

Pequenas ações que salvam vidas

A campanha “Não dê chance para dengue, Zika e chikungunya” reforça que atitudes simples podem fazer toda a diferença. Entre as principais orientações estão:

Evite água parada em vasos, pneus, calhas e garrafas;

Mantenha caixas d’água e reservatórios bem tampados;

Amarre bem os sacos de lixo e descarte corretamente embalagens sem uso;

Limpe bandejas de ar-condicionado, geladeiras e calhas;

Permita a entrada dos agentes de saúde nas residências.

Em caso de febre, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores no corpo ou manchas na pele, a recomendação é procurar uma Unidade Básica de Saúde e evitar automedicação.

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