Baixa taxa de jovens no ensino superior: desafios revelados pelo Censo 2023
Apenas 21,6% dos jovens estão no ensino superior, aponta Censo. Desigualdades educacionais

A divulgação dos dados do Censo Educação Superior 2023 revelou que apenas 21,6% dos jovens entre 18 e 24 anos estão matriculados no ensino superior. Essa porcentagem está muito aquém da meta estabelecida pelo Plano Nacional de Educação (PNE), que visa elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% até 2024.
Além disso, o levantamento apontou que 20,4% dos jovens nessa faixa etária não frequentam o ensino superior e também não concluíram o ensino médio, enquanto 44,8% já finalizaram o ensino médio, mas não ingressaram na universidade. Esses números evidenciam os desafios que o país enfrenta para ampliar o acesso ao ensino superior.
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Desigualdades Educacionais
Embora a escolaridade média da população de 18 a 29 anos tenha alcançado 11,8 anos em 2023, próximo à meta estabelecida pelo PNE, existem disparidades significativas entre os diferentes estratos sociais. Dados demonstram que os 25% de maior renda têm uma média de escolaridade de 13,5 anos, enquanto os 25% de menor renda ou população rural possuem cerca de 10 anos de estudo.
Para Carlos Moreno, diretor de estatísticas educacionais do Inep, essas divergências ressaltam a urgência de implementar políticas educacionais adaptadas à realidade do país e que promovam a equidade no acesso à educação.
Ingresso no Ensino Superior
O Censo da Educação Superior 2023 trouxe uma novidade ao analisar quantos estudantes que concluíram o ensino médio em 2022 ingressaram no ensino superior no ano subsequente. Os dados apontam que apenas 27% dos formados em 2022 entraram na faculdade em 2023.
Destaca-se uma diferença significativa entre os egressos do ensino médio técnico e regular. Enquanto 44% dos formados em ensino profissionalizante optaram por cursar o ensino superior imediatamente, apenas 26% dos egressos do ensino regular seguiram esse caminho. Essa disparidade evidencia a importância da educação profissional na continuidade dos estudos.
Leonardo Barchini, Secretário-Executivo do MEC, ressaltou que a ideia de que o estudante precisa escolher entre o ensino médio profissionalizante e o ensino superior é um mito. Ele enfatizou que uma boa formação profissional no ensino médio aumenta as chances de ingresso e sucesso no ensino superior.
O Censo Ensino Superior é uma ferramenta fundamental para avaliar a qualidade da educação superior no Brasil, impactando indicadores como o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC), que auxiliam na melhoria contínua do ensino no país.
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