Universidades brasileiras enfrentam queda em ranking global
A análise abrangeu um total de 21,2 mil universidades, destacando as 2 mil melhores.
O mais recente ranking global do CWUR trouxe más notícias para o ensino superior brasileiro: 45 das 52 universidades do país registraram queda em suas posições. O relatório, divulgado nesta segunda-feira, 1º, destacou que apenas cinco instituições nacionais conseguiram subir no ranking, enquanto duas mantiveram suas colocações.
A análise abrangeu um total de 21,2 mil universidades, destacando as 2 mil melhores. A pesquisa revelou que a maioria das universidades brasileiras sofreu com a forte concorrência internacional e com o desempenho inferior em pesquisa. Este critério tem peso significativo de 40% na avaliação e envolve publicações acadêmicas e citações.
Detalhes do desempenho brasileiro
A Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, caiu para a 119ª posição, perdendo um lugar em relação ao ano anterior. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desceu 15 posições, ficando em 346º, enquanto a Unicamp agora ocupa o 379º lugar. Outras instituições como a UFRGS e a Unesp mantiveram suas posições em 476º e 479º, respectivamente.
Nadim Mahassen, presidente do CWUR, comentou que as dificuldades enfrentadas pelas universidades brasileiras refletem anos de financiamento insuficiente e uma crescente desvalorização da educação e da ciência no país. Ele alertou que isso não é apenas um problema acadêmico, mas pode impactar o desenvolvimento científico e econômico do Brasil.
Visão global
No cenário internacional, as universidades dos Estados Unidos continuam dominando as primeiras colocações do ranking. Harvard lidera pelo 15º ano consecutivo, seguida por MIT e Stanford. No entanto, as instituições chinesas têm mostrado avanço significativo graças a investimentos contínuos na área educacional.
A China agora conta com mais universidades listadas do que os EUA no ranking global. A Tsinghua University é a mais bem colocada entre as chinesas, ocupando a 36ª posição. Mahassen observou que enquanto potências tradicionais como o Reino Unido lutam para se manterem competitivas, as universidades chinesas estão rapidamente ganhando terreno.