Surto de Ebola na República Democrática do Congo atinge 363 casos confirmados

A OMS afirma que, apesar dos desafios, está conseguindo reduzir a distância no controle do surto.

O surto de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) tem gerado preocupações crescentes, com 363 casos confirmados, incluindo 62 mortes. A situação foi detalhada pelo governo congolês na quarta-feira (3).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que, apesar dos desafios, está conseguindo reduzir a distância no controle do surto. "Ainda estamos atrás, mas estamos recuperando terreno", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

O vírus já se espalhou para Uganda, país vizinho à RDC, onde 15 casos foram confirmados e uma morte registrada. A cepa Bundibugyo é a responsável por este surto.

A ampliação do acesso a testes ajudou a descartar centenas de casos suspeitos inicialmente. No entanto, os testes comuns não detectam a cepa atual, o que complicou o diagnóstico inicial.

Abdirahman Mahamud, responsável por operações de emergência da OMS, destacou que as equipes estão focadas em eliminar o acúmulo de casos pendentes.

A resposta ao surto enfrenta dificuldades devido a restrições de viagem que afetam cadeias de suprimentos e dificultam o rastreamento dos contatos dos infectados. Apenas 45% desses contatos foram monitorados até agora; a meta é alcançar mais de 90% para controlar o surto.

Tedros mencionou que o surto pode ter começado em janeiro e enfatizou a necessidade urgente de conter sua disseminação. Para isso, a OMS estima precisar de US$ 115 milhões nos próximos três meses. Até agora, apenas 35% desse montante foi arrecadado.

Na sexta-feira, será lançado um plano mais amplo para combater o Ebola e uma campanha de arrecadação em parceria com entidades como os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC) e os governos da RDC e Uganda.