Trump cogita diálogo com Maduro em meio a tensões no Caribe
Presidente dos EUA afirmou que essa conversa poderia salvar muitas vidas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou na terça-feira (25), a possibilidade de dialogar com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Ele afirmou que essa conversa poderia salvar muitas vidas.
A declaração ocorreu a bordo do Air Force One, durante uma interação com jornalistas, que perguntaram sobre a crise em Caracas e a presença militar dos EUA no mar do Caribe.
Trump indicou que está considerando a hipótese de um diálogo: “Poderei falar com ele, vamos ver. Ele é o líder e podemos salvar vidas”. Além disso, Trump atribuiu a Maduro a responsabilidade pelo aumento da migração irregular para os Estados Unidos.
No contexto das tensões, voos internacionais para a Venezuela foram cancelados após aparições de aviões militares americanos nas proximidades da costa caribenha. Plataformas de rastreamento relataram a operação de bombardeiros B-52, caças F/A-18 e aeronaves de alerta precoce na região.
Cuba critica ações americanas
O governo de Cuba acusou os Estados Unidos de tentar destituir o presidente venezuelano através de força militar. O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, alertou que o aumento de tensões em Caracas pode se traduzir em um “crime internacional de primeira ordem”.
De acordo com Havana, as forças militares americanas têm se mantido em grande escala no mar do Caribe por dois meses. Oficialmente, Washington justifica a operação como uma ação contra o narcotráfico.
Desde setembro, as forças americanas têm atacado lanchas de supostos traficantes, uma operação que se estendeu até o Pacífico, resultando em mais de 80 mortes.
Rodríguez criticou a justificativa americana, afirmando que a dimensão dos equipamentos e o poder de fogo empregados “não se justificam” para combater o crime organizado. Ele acredita que a operação pode provocar “um número incalculável de mortes” e aumentar a instabilidade no hemisfério.