Tribunal julga pedido de liberdade para vereadora piauiense ligada a facção
Julgamento acontecerá nesta tarde, a partir das 14h.
Na tarde desta segunda-feira (14), o Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) vai analisar o habeas corpus solicitado pela defesa da vereadora Tatiana Medeiros (PSB), que está sob prisão e afastada da Câmara de Teresina. A parlamentar é investigada por supostamente ter recebido financiamento de uma facção criminosa durante sua campanha eleitoral.
O que é habeas corpus?
O habeas corpus é um instrumento legal utilizado para assegurar a liberdade de um indivíduo que esteja sob risco de prisão considerada ilegal ou abusiva.
A sessão, que ocorrerá por videoconferência, será transmitida a partir das 14h no canal do TRE-PI no YouTube, sob a presidência do desembargador Sebastião Ribeiro Martins e com relatoria do juiz José Maria de Araújo Costa.
A prisão preventiva de Tatiana Medeiros foi decretada em 3 de abril pelo juiz Luís Henrique Moreira Rego, sendo mantida pela Justiça Eleitoral após audiência de custódia realizada no dia seguinte. O advogado da vereadora, Édson Araújo, criticou a decisão, alegando arbitrariedade e destacando a falta de requisitos para a prisão preventiva.
Detida no Quartel do Comando Geral (QCG) da Polícia Militar do Piauí, Tatiana é suspeita de envolvimento em crimes eleitorais, como compra de votos , lavagem de dinheiro e falsidade ideológica .
Contexto da prisão
A vereadora Tatiana Medeiros foi presa pela Polícia Federal sob a acusação de ter ligações com uma facção criminosa atuante em Teresina. As investigações apontam que a campanha eleitoral que a elegeu foi financiada com recursos ilícitos da facção, além de desvios de verbas de uma organização não governamental.
Além do afastamento do cargo, o TRE-PI determinou que Tatiana e outros envolvidos não mantenham contato com servidores de órgãos públicos, como a Câmara Municipal e a Secretaria de Saúde do Piauí. Enquanto aguarda a cassação do mandato, a Câmara de Teresina opera com um vereador a menos.
Tatiana Medeiros, eleita para seu primeiro mandato em 2024 com 2.925 votos, é também advogada e filantropa, tendo suas atividades suspensas pela Justiça, incluindo a ONG Vamos Juntos, da qual faz parte.