STF determina nova segurança para deslocamentos de Bolsonaro

Mudança exclui a participação dos agentes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) na segurança.
O ex-presidente Jair Bolsonaro, acompanhado de seu filho, Jair Renan, deixa hospital sob forte esquema de segurança, após passar por procedimentos.
O ex-presidente Jair Bolsonaro, acompanhado de seu filho, Jair Renan, deixa hospital sob forte esquema de segurança, após passar por procedimentos. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que a escolta do ex-presidente Jair Bolsonaro deverá ser organizada pela Polícia Federal ou pela Polícia Penal do Distrito Federal. Essa mudança exclui a participação dos agentes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) na segurança pessoal de Bolsonaro.

A decisão foi tomada após o ministro exigir esclarecimentos sobre o deslocamento de Bolsonaro para um procedimento médico em Brasília, no domingo, 14 de maio. A Polícia Penal informou que a movimentação foi coordenada pelo GSI, com a corporação e agentes da Polícia Federal apenas apoiando a escolta e o monitoramento.

Por estar em prisão domiciliar, Bolsonaro tinha a determinação de deixar o hospital DF Star imediatamente após o procedimento. No entanto, ele permaneceu no local, aguardando seu médico conceder uma entrevista coletiva. Durante esse tempo, foi ovacionado por apoiadores que estavam na porta do hospital.

Analisando as informações recebidas, Moraes determinou que futuros deslocamentos de Bolsonaro devem ser conduzidos apenas pela Polícia Penal e agentes da Polícia Federal. Essa medida visa garantir a padronização dos procedimentos de segurança e evitar problemas como os ocorridos no último deslocamento, feito em condições inadequadas ao ar livre.

O ministro enfatizou a necessidade de padronização nos deslocamentos, destacando a importância de manter a ordem pública e a segurança do custodiado. Ele apontou que a improvisação ocorrida no último domingo, com desembarque e embarque em local inadequado, não deve se repetir.

“Determino que todo o transporte, deslocamento e escolta de Jair Messias Bolsonaro deverá ser organizado, coordenado e realizado pela Polícia Federal ou Polícia Penal, conforme a necessidade da situação, sem a participação dos agentes do GSI, que permanecerão realizando a segurança dos familiares do custodiado”, decidiu Moraes.