SAF no Brasil: Todos os clubes adotarão o modelo? Entenda a tendência
Lei da SAF: co-autor avalia cenário brasileiro e perspectivas para os clubes.
Desde a implementação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) no Brasil, por meio da Lei nº 14.193, em agosto de 2021, vários clubes têm migrado de associações civis sem fins lucrativos para modelos empresariais. Francisco Manssur, co-autor da Lei da SAF, analisou a situação e discutiu se todos os clubes seguirão esse caminho.
Adoção da SAF e Competitividade
Manssur destaca que a SAF tem proporcionado a entrada de novos recursos financeiros no futebol brasileiro, impulsionando tanto a performance esportiva quanto a manutenção de talentos no país. Com mais de 58 SAFs no Brasil, a competitividade entre os clubes tem aumentado significativamente, refletindo inclusive nos resultados do Campeonato Brasileiro.
Perspectivas de Adoção da SAF
Atualmente, oito das 20 equipes da elite do futebol nacional adotaram o modelo SAF, sendo que seis delas estão entre as 10 primeiras colocadas da Série A. Apesar disso, Manssur acredita que nem todos os clubes optarão por se tornar SAF.
O advogado enfatiza que a estrutura tradicional do futebol ainda terá espaço em alguns clubes, especialmente aqueles com forte influência política interna. A resistência à mudança e a demora no processo de adesão à SAF podem ser influenciadas pela estrutura de poder e pela política interna de cada clube.
Críticas e Mudanças Necessárias
Apesar dos benefícios da SAF, Manssur critica a forma como alguns clubes têm escolhido seus investidores, apontando a necessidade de maior critério e transparência nesse processo. Para ele, a defesa dos interesses dos torcedores deve ser prioridade nas decisões dos clubes.