Relatório da CPI nega dívida de R$ 3,6 bi nas contas públicas de Teresina

Comissão descarta "rombo" e aponta irregularidades em compras.

O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Dívida, aprovado na quarta-feira (12), negou a existência de um "rombo" de R$ 3,6 bilhões deixado pela gestão anterior da Prefeitura de Teresina.

Segundo o presidente da CPI na Câmara de Teresina, vereador Dudu (PT), as dívidas classificadas como "rombo" pelo prefeito Silvio Mendes (União Brasil) são, na verdade, despesas correntes do município.

"Em nenhuma despesa corrente da Prefeitura houve pedido de tomada de conta especial. Nem na educação, nem na saúde e nem em nenhum outro órgão expressivo", afirmou o vereador.

Apesar disso, Dudu destacou que a comissão encontrou indícios de irregularidades nas contas da gestão anterior. Um dos casos citados foi a compra de terrenos com recursos de empréstimos do Banco do Brasil, que totalizaram R$ 720 milhões.

O presidente da CPI mencionou o exemplo do Hospital da Mulher, cuja construção foi anunciada em 2021. Segundo ele, o terreno onde o hospital foi construído tinha um valor de R$ 2 milhões, mas foi adquirido por R$ 16 milhões.