Rapper Sean Diddy Combs tem 120 acusações de estupro

O artista, que está preso desde o dia 16 de setembro, nega as acusações.
Sean 'Diddy' Combs
Sean 'Diddy' Combs (Foto: Richard Shotwell/Invision/AP/Arquivo)

O rapper Sean “Diddy” Combs responderá a 120 processos por abuso sexual. A informação foi divulgada nesta terça-feira (01), pelo advogado americano Tony Buzbee durante uma coletiva online.

"Nós iremos expor os facilitadores que permitiram essa conduta a portas fechadas. Nós iremos investigar esse assunto não importa quem as evidências impliquem", disse Buzbee, na coletiva. "O maior segredo da indústria do entretenimento, que, na verdade, não era segredo nenhum, enfim foi revelado ao mundo. O muro do silêncio agora foi quebrado”, completou o advogado.

De acordo com o advogado, os processos serão abertos na próxima semana.

O artista, que está preso desde o dia 16 de setembro, nega as acusações. Ele ainda não foi julgado, mas, se condenado, poderá ser punido com prisão perpétua.

Relembre o caso

“Diddy” foi preso em setembro, após meses de investigação. suspeito de ter comedito uma série de crimes envolvendo tráfico sexual e agressão. A prisão aconteceu em Nova York, nos EUA.

O suspeito é alvo de várias ações civis. Relatos o caracterizaram como um “predador sexual violento”. As vítimas contam que ele fazia uso de drogas e bebidas alcoólicas para submetê-las aos abusos.

Uma operação policial foi realizada em março, quando agentes armados realizaram buscas nas residências de Combs em Miami e Los Angeles.

Apesar de não possuir grandes condenações em seu nome, o rapper é alvo de acusações envolvendo agressões e violência sexual há muitos anos. A cantora Cassie alega ser uma das vítimas e diz que, além de coerçoes, foi estuprada em 2018.

A modelo Crystal McKinney afirma que foi "drogada e sexualmente agredida" em 2003 por Combs, depois de um evento da Semana de Moda Masculina, que aconteceu em Nova York.

Outras mulheres também registraram queixas semelhantes.