Piauí tem maior força de trabalho ‘desperdiçada’ do país
Além disso, o estado registra uma das maiores taxas de informalidade do Brasil.
O Piauí se destaca negativamente no cenário do mercado de trabalho brasileiro, apresentando a maior taxa de subutilização da força de trabalho do país e a quarta menor média salarial, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira (14).
Além disso, o estado registra uma das maiores taxas de informalidade do Brasil, com mais da metade dos trabalhadores atuando sem carteira assinada.
Força de trabalho subutilizada
O Piauí lidera a chamada "taxa de subutilização da força de trabalho", que mede o percentual de pessoas aptas a trabalhar, mas que estão desempregadas, subocupadas ou em desalento. O índice no estado chegou a 32,7%, bem acima da média nacional de 16,2%. Na sequência, aparecem a Bahia (28,9%) e Alagoas (26,4%). Já as menores taxas foram registradas em Santa Catarina (5,5%), Rondônia (7%) e Mato Grosso (7,7%).
Baixa remuneração
O estudo também apontou que o Piauí tem um dos menores rendimentos médios do país. O salário médio dos trabalhadores no estado é de R$ 2.203, inferior à média nacional de R$ 3.225. Apenas Bahia (R$ 2.165), Ceará (R$ 2.071) e Maranhão (R$ 2.049) apresentaram rendimentos inferiores.
Por outro lado, nove estados registraram valores acima da média brasileira, com destaque para o Distrito Federal (R$ 5.043), São Paulo (R$ 3.907) e Paraná (R$ 3.758).
Alta taxa de informalidade
A pesquisa também revelou que 56,6% da população ocupada no Piauí trabalha sem carteira assinada, índice que coloca o estado como o segundo com maior informalidade no Brasil, ficando atrás apenas do Pará (58,1%).
A taxa piauiense supera em 17,6 pontos percentuais a média nacional, que é de 39%, e também está acima da média do Nordeste, que é de 51,4%.
Em 2024, a informalidade no estado cresceu 2,2 pontos percentuais em relação ao ano anterior, quando estava em 54,4%. Apesar do aumento, o índice ainda não superou o recorde registrado em 2017, quando a taxa atingiu 61,1%.