PGR acusa ex-governador Romeu Zema de calúnia contra Gilmar Mendes
Ex-governador é denunciado por ofensas ao ministro do STF.
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, enfrenta uma acusação de calúnia movida pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A denúncia, apresentada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), alega que Zema teria divulgado informações falsas nas redes sociais sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, sugerindo envolvimento em corrupção passiva.
Segundo o Ministério Público Federal, as postagens de Zema insinuavam que Mendes usava sua função para benefícios pessoais indevidos. A PGR argumenta que a ação não se tratou apenas de uma crítica ou paródia política, mas sim de uma calúnia direta e agravada, conforme previsto no Código Penal brasileiro.
A repercussão das publicações foi significativa: na rede X, as visualizações alcançaram 487,2 mil e no Instagram chegaram a 2,8 milhões. Para a PGR, essa ampla divulgação intensificou os danos à reputação do ministro e à imagem do STF. Por isso, além da responsabilização criminal, o órgão solicita uma indenização mínima correspondente a 100 salários mínimos.
Vídeo satírico
O caso ganhou notoriedade após Zema publicar um vídeo onde ministros do STF eram retratados como fantoches. Na sátira, personagens fictícios negociam favores judiciais em troca de benefícios pessoais. O vídeo levou Gilmar Mendes a apresentar uma notícia-crime ao ministro Alexandre de Moraes, pedindo investigação sobre as acusações feitas por Zema.
Mendes defendeu que a publicação não apenas atacava sua honra pessoal como também comprometia a integridade do Supremo Tribunal Federal. Em resposta às críticas ao vídeo satírico, Zema classificou as reações como desproporcionais.