Pesquisa traça preferências e perfil de torcedores no Piauí
Estudo reúne informações de 350 torcedores sobre comportamento, preferências e engajamento.
A Vem Ser Sócio realizou uma pesquisa e traçou um panorama inédito sobre o torcedor piauiense. O estudo entrevistou 350 pessoas entre julho e dezembro de 2025 e reuniu dados importantes sobre comportamento, preferências e engajamento com o futebol do Piauí . O levantamento revela que o estado possui um torcedor apaixonado, mas que ainda enfrenta desafios para se conectar plenamente ao cenário local.
Quem é o torcedor do Piauí?
No Piauí, as mulheres são apenas 11,14% do público entrevistado. A grande maioria dos torcedores são homens (88,86%), principalmente na faixa etária entre 35 e 44 anos, que representa 31,14% dos entrevistados. Faixas etárias como 45 a 59 anos (22,57%) e 25 a 34 anos (18,86%) também se destacam entre os maiores números. Uma parcela mais jovem, com menos de 18 anos, soma 10,29%, indicando a presença de uma nova geração de torcedores que se conecta com os clubes do estado.
O nível educacional é elevado: 22,57% possuem pós-graduação, seguidos por ensino médio completo (22%) e ensino superior completo (21,14%). Esse perfil demonstra que o torcedor piauiense é bem informado e mais exigente com relação à gestão e profissionalismo dos clubes locais.
Renda e poder de consumo
Para entender os hábitos de consumo relacionados ao futebol, a pesquisa também avaliou a faixa de renda dos entrevistados. A maioria (29,14%) está entre 2 a 5 salários mínimos, seguida por 20,29% com renda de 1 a 2 salários e 17,71% entre 5 a 10 salários. Apenas 6,29% têm rendimento acima de 10 salários mínimos. Esses números dão aos clubes uma informação valiosa: é preciso oferecer produtos acessíveis, planos de sócio-torcedor realistas e experiências que caibam no bolso dos torcedores do Piauí.
Clubes mais queridos: locais e nacionais
No cenário estadual, o River-PI lidera com 19,71% da preferência. Na sequência, vêm Flamengo-PI (15,43%) e o surpreendente Racing Piauí (14,57%), que mesmo fora das divisões principais, se destaca pelo trabalho com jovens e pela construção de uma identidade própria. Outros clubes como Corisabbá (11,71%), Parnahyba (10,86%), Atlético-PI e Altos (ambos com 7,14%) também aparecem com relevância. Veja abaixo o resultado completo da pesquisa:
- River-PI: 19,71%
- Flamengo-PI: 15,43%
- Racing Piauí: 14,57%
- Corisabbá: 11,71%
- Parnahyba: 10,86%
- Atlético-PI: 7,14%
- Altos: 7,14%
- 4 de Julho: 2,86%
- Piauí: 2,57%
- Sem clube do Piauí: 2%
- Fluminense-PI: 2%
- Picos: 1,43%
- Comercial: 1,43%
- Tiradentes: 0,29%
- Caiçara: 0,29%
- Teresina Esporte Clube: 0,29%
- Oeirense: 0,29%
No âmbito nacional, o Flamengo mantém a hegemonia, sendo o clube mais citado, com 43,71% da preferência. Vasco (15,71%), Corinthians (8,86%) e São Paulo (8%) completam a lista dos mais populares. O dado curioso é que alguns torcedores (2,86%) optam por torcer apenas para times piauienses, abrindo mão de qualquer ligação com clubes de fora do estado.
Engajamento e acesso ao futebol local
Se tratando de assistir aos jogos do Campeonato Piauiense, 39,71% dos entrevistados responderam que acompanham no estádio, enquanto 20,86% assistem via TV ou internet. Já 25,71% dos torcedores revelaram que acompanham os jogos de forma esporádica e 13,71% afirmaram que não costumam assistir às partidas.
Com esses dados, é possível concluir que, apesar da fidelidade de parte do público, ainda existe uma grande oportunidade de ampliar o engajamento. Melhorar a qualidade das transmissões, facilitar o acesso e oferecer conteúdos relevantes são caminhos estratégicos para atrair mais torcedores. Além disso, a experiência do torcedor nos estádios precisa evoluir, tornando-se mais confortável, segura e atrativa.
Oportunidades e caminhos
A pesquisa evidencia que o torcedor piauiense tem perfil escolarizado, um nível de renda médio e um forte vínculo afetivo com o futebol local. No entanto, ainda há um longo caminho a ser percorrido, visto que a paixão ainda não se traduz totalmente em apoio efetivo aos clubes, seja por questões econômicas, estruturais ou de acesso. O desafio dos gestores é transformar esse potencial em ações concretas que fortaleçam o futebol no estado e criem um ambiente mais profissional e acolhedor para a torcida.
Fonte: Dados extraídos da pesquisa divulgada pela Vem Ser Sócio.