PEC do 6x1 avança, mas votação é adiada por impasse

Discussão sobre prazo de transição atrasa decisão final da proposta.

Em uma tentativa de destravar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a escala 6x1, o presidente da Câmara, Hugo Motta, reuniu-se com representantes do governo e membros da comissão especial nesta terça-feira. Apesar de avanços significativos, o debate sobre o prazo de transição das novas regras trabalhistas continua a atrasar a votação. As informações são do O Globo.

O encontro contou com figuras-chave como Léo Prates, relator da proposta, e Alencar Santana, presidente da comissão especial. Também participaram Reginaldo Lopes, autor da PEC, e Paulo Pimenta, líder do governo na Câmara. Ministros Luiz Marinho e José Guimarães também estiveram presentes.

A PEC propõe mudanças importantes: uma jornada de trabalho de cinco dias com dois dias de descanso, redução da carga horária semanal para 40 horas sem diminuição salarial e fortalecimento dos acordos coletivos. No entanto, o consenso sobre o tempo necessário para implementar essas alterações ainda está distante.

Transição divide governo e oposição

A principal divergência gira em torno do período de adaptação às novas normas. Enquanto o governo prefere uma aplicação imediata, setores empresariais e parte da oposição defendem um prazo mais longo. Propostas anteriores sugeriam até dez anos para a transição, mas agora discute-se um intervalo entre dois e cinco anos.

Léo Prates afirmou que os pilares centrais da PEC já estão acordados e destacou a importância de manter o texto enxuto para que detalhes sejam definidos em legislação complementar futura. Alencar Santana enfatizou a busca por um consenso que possa satisfazer todas as partes envolvidas.

A expectativa é que o relatório seja apresentado na próxima segunda-feira. Hugo Motta planeja levar a proposta ao plenário assim que as análises na comissão forem concluídas.