Papa Francisco terá funeral simples e não será enterrado no Vaticano
Em vida, Papa Francisco tomou decisões inéditas para cerimônia fúnebre
O papa Francisco, que faleceu nesta madrugada (21), surpreendeu ao simplificar as cerimônias fúnebres tradicionais. Diferentemente dos seus antecessores, ele escolheu um caixão simples de madeira revestido de zinco, rompendo com a tradição de três caixões interligados feitos de cipreste, chumbo e carvalho.
Decisões inovadoras para um funeral singular
Outra mudança significativa foi a opção por um velório sem a plataforma elevada na Basílica de São Pedro, permitindo que os fiéis se despeçam do papa com o caixão aberto. Além disso, o local de descanso final também foge do comum, com Francisco escolhendo a Igreja de Santa Maria Maior em Roma, onde costumava realizar suas orações.
As recentes instruções, aprovadas pelo próprio papa, visam simplificar e adaptar os ritos fúnebres para refletir a fé da Igreja em Cristo Ressuscitado. Essas mudanças enfatizam que o funeral do pontífice é o de um humilde pastor de Cristo, e não de uma figura poderosa terrena.
A opção pessoal do Papa
Francisco expressou o desejo de ser sepultado fora do Vaticano, escolhendo a Igreja de Santa Maria Maggiore devido à sua profunda devoção mariana. Essa decisão reflete sua ligação espiritual com o local, que frequentava regularmente, inclusive durante a pandemia de covid-19.
Essa escolha também representa um afastamento simbólico do Vaticano, onde se sentia "engaiolado", demonstrando uma postura mais simples e próxima das pessoas. Desde sua recusa em ocupar o Palácio Apostólico até a mudança para a Hospedaria Santa Marta, o papa Francisco tem quebrado protocolos e trazido uma abordagem mais acessível ao papado.
Essas singularidades no planejamento do funeral do papa Francisco destacam sua personalidade humilde e sua busca por uma conexão mais autêntica com suas crenças e devoções, marcando um novo capítulo na história dos rituais fúnebres papais.