O que é o Dia da Consciência Negra?

A data foi criada para lembrar um dos escravos mais importantes no país: Zumbi dos Palmares.

No dia 20 de novembro, o calendário brasileiro faz uma homenagem ao Dia da Consciência Negra. A data foi criada para lembrar um dos escravos mais importantes e conhecidos no país: Zumbi dos Palmares. Sua fama surgiu por ele ter sido o líder do Quilombo dos Palmares.

A data foi criada em 2003 e incluída no calendário escolar. No âmbito nacional ela surgiu em 2011, através da lei nº 12.519, de 10 de novembro. A partir de então, mais de mil cidades brasileiras decretaram esse dia como feriado.

O objetivo dessa data é fazer com que as pessoas reflitam sobre a importância da inserção dos negros na cultura e na sociedade brasileira. Grande parte da cultura brasileira existente hoje foi influenciada pelos escravos trazidos da África há muitos anos atrás.

O Dia da Consciência Negra ainda visa abordar temas como o combate ao racismo, discriminação, igualdade social e também sobre a valorização da cultura africana.

Foto: Reprodução Internet
Zumbi dos Palmares lutou pela liberdade dos negros.

Quem foi Zumbi dos Palmares?

Zumbi foi um negro que nasceu livre em Alagoas, no ano de 1655. Porém, entre os seis e sete anos de idade, ele foi escravizado. Ele foi entregue a um padre católico, de quem recebeu o nome de Francisco. Durante esse período, ele foi batizado, aprendeu a Língua Portuguesa, recebeu ensinamento católico e até ajudou o padre durante a celebração das missas.

Quando fez 15 anos, Zumbi decidiu que queria morar no quilombo, vivendo livre e seguindo sua cultura original. Em 1675, o quilombo é atacado por soldados portugueses e ele se destaca entre os guerreiros a defenderem o local.

Cinco anos depois, quando estava com 25 anos, ele se torna o líder do quilombo dos Palmares, se tornando um dos símbolos da resistência contra as tropas do Governo e contra a escravidão. O quilombo ficava na região da Serra da Barriga (hoje pertencente ao município de União dos Palmares, no Alagoas).

Durante o período em que o local esteve sob sua liderança, a população alcançou os 30 mil habitantes. Naquela época, os quilombos eram um local de refúgio para os negros, onde eles podiam viver livres e seguindo seus costumes e cultura africana, sobrevivendo daquilo que produziam.

A luta de Zumbi terminou em 20 de novembro de 1695, depois de uma batalha intensa organizada pelo bandeirante Domingos Jorge Velho em 1964. Depois de ver a sede do quilombo ser destruída, ele conseguiu fugir mesmo ferido. Porém, um de seus companheiros de batalha o trai e o entrega para os bandeirantes, que o degolam.