No Piauí, 510 presos sairão no Natal; indulto não deve ter beneficiados

A liberação ocorrerá na quarta-feira, 24 de dezembro, com retorno previsto para o dia 3 de janeiro.
Penitenciária no Piauí
Penitenciária no Piauí (Foto: Divulgação/Sejus)

No Piauí, 510 presos serão autorizados a deixar o sistema prisional durante a tradicional saidinha de Natal. A liberação ocorrerá nesta quarta-feira, 24 de dezembro, com retorno previsto para o dia 3 de janeiro. De acordo com o secretário estadual de Justiça, Coronel Carlos Augusto, todos os beneficiados serão monitorados por meio de tornozeleiras eletrônicas.

Sobre o recente indulto natalino decretado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o secretário acredita que, devido às regras estabelecidas, nenhum detento do Piauí deverá ser beneficiado. Entretanto, o levantamento final será realizado pelo judiciário, que comunicará posteriormente à Secretaria de Justiça (Sejus).

Em entrevista, o secretário destacou que o índice de retorno dos presos após as 'saidinhas', incluindo as de Natal, Dia dos Pais e Dia das Mães, é elevado no estado, alcançando cerca de 97,6%. Aqueles que não retornam na data estipulada pela Justiça são considerados foragidos e podem enfrentar punições, como a regressão do regime carcerário, o que significa sair do regime semiaberto para o fechado, onde não há permissão para trabalhar fora.

Atualmente, mais de 150 presos já estão utilizando tornozeleiras eletrônicas. "Todos os que serão beneficiados deverão usar o equipamento para monitoramento, pois devem permanecer em casa, convivendo com a família", reforça o secretário.

Para receber o benefício da 'saidinha', o preso deve atender a critérios específicos, como estar no último sexto da pena e não ter cometido crimes hediondos. A Sejus informa que a maioria dos detentos contemplados já participa de atividades externas, retornando ao presídio apenas para dormir.

"É importante ressaltar que esses presos já estão em fase de ressocialização, com a oportunidade de sair para trabalhar e participar de oficinas de trabalho dentro dos presídios, além de atividades que buscam aproximá-los de suas famílias", complementa o secretário.