Motoqueiro vira réu por matar servidor público em manobras de “grau”

Motoqueiro é Indiciado por Homicídio Culposo em Monsenhor Gil
Motoqueiro é Indiciado por Homicídio Culposo em Monsenhor Gil
Motoqueiro é Indiciado por Homicídio Culposo em Monsenhor Gil (Foto: Reprodução)

O motoqueiro Laecio Oliveira da Penha, 21 anos, viu réu no processo em que é acusado de matar servidor público Antônio Sérgio de Oliveira Neto, 65 anos, quando realizava uma manobra de "grau" em Monsenhor Gil. O crime ocorreu no dia 28 de novembro de 2024.

Na denúncia oferecida pelo (MP-PI) Ministério Público do Piauí, a promotora Nayana da Paz Portela Veloso argumentou que Laecio praticou crime de homicídio culposo ao atingir Antônio Sérgio, que morreu após sofrer traumatismo craniano decorrente da pancada.

Ao acatar na íntegra os argumentos do MP-PI, o juiz Silvio Valois Cruz Junior, da Vara Única da Comarca de Monsenhor Gil, afirmou que a denúncia apresentada preenchia todos os requisitos de admissibilidade constantes no CPP (Código de Processo Penal).

Diante disso, Laecio Oliveira responderá pelo crime de homicídio culposo na direção de veículo automotor, nos termos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O também juiz determinou a manutenção das medidas cautelares, além da proibição ou suspensão do direito de dirigir veículo automotor.

Entenda o caso

O acidente aconteceu no dia 28 de novembro de 2024, na BR-316, quando o servidor público, Antônio Sérgio de Oliveira Neto, de 65 anos, foi surpreendido por Laecio Oliveira, que estava fazendo uma manobra perigosa, conhecida como “grau”, ocasionando uma colisão na cidade de Monsenhor Gil.

Com o acidente, o servidor foi socorrido e encaminhado ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT), mas ele acabou não resistindo aos ferimentos e faleceu na madrugada do dia 29. O suspeito também foi socorrido e chegou a ser preso em flagrante no hospital, mas foi solto no dia 30 de novembro.

O inquérito foi concluído pela Polícia Civil no mês de dezembro pelo delegado Otony Neto, que concluiu que a morte da vítima foi “a atuação negligente e imprudente do indiciado”.

“Ele trafega em velocidade alta, acima da aceitável na via, inclusive não estava utilizando capacete. Consoante vídeo e testemunhas, nem tem demonstração nos autos que o provável autor do crime possua CNH. Ou seja, a morte da vítima poderia ter sido evitada se regras básicas de segurança no trânsito tivessem sido observadas”, disse o delegado que indiciou Laecio por homicídio culposo.