MEC eleva padrões de avaliação em cursos de Direito, Administração e mais áreas

Novos critérios de avaliação no Enade para formandos em Direito, Administração e outros cu

O Ministério da Educação (MEC) divulgou que, a partir de 2025, haverá uma elevação nos padrões de avaliação dos estudantes que concluem cursos como Direito, Administração e mais 15 bacharelados e tecnológicos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade).

Essa mudança implica em um aumento no número de questões das provas, com um enfoque maior em temas específicos de cada área e a definição de critérios mínimos de desempenho. O diretor de Avaliação da Educação Superior do Inep, Ulysses Tavares Teixeira, destacou essas alterações.

Direito e Administração representam os maiores cursos de graduação no Brasil, totalizando aproximadamente 1,3 milhão de matrículas, o que corresponde a quase 15% do ensino superior no país.

Além desses cursos, a lista inclui outras áreas como Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Design, Jornalismo, Psicologia, Publicidade e Propaganda, Relações Internacionais, e oito cursos tecnológicos, tais como Gestão Comercial, Logística e Marketing.

O anúncio dessas alterações foi feito durante o Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular (Cbesp), organizado pelo Fórum Brasil Educação, que engloba entidades do ensino superior privado.

Essa medida faz parte de um movimento mais amplo de reformulação na avaliação do ensino superior no Brasil, que já passou por mudanças em licenciaturas e Medicina.

Enquanto as provas dessas áreas passaram a ser realizadas anualmente, com um maior número de itens e foco em temas específicos, os demais cursos continuarão sendo avaliados a cada três anos.

Ulysses Teixeira mencionou que o Inep está considerando a possibilidade de estender a aplicação anual para outros cursos da área de Saúde, porém enfatiza que isso está condicionado à capacidade técnica da instituição. O intuito é garantir uma avaliação mais detalhada e precisa das habilidades dos formandos, permitindo uma interpretação mais eficiente dos resultados para direcionar políticas educacionais de forma mais assertiva.