Justiça manda transferir namorado de Tatiana Medeiros para presídio federal
Decisão judicial foi tomada após detento realizar videochamadas
O namorado da vereadora Tatiana Medeiros, Alandilson Cardoso Passos, teve sua transferência para uma penitenciária federal determinada pela Justiça do Piauí. Preso desde novembro de 2024 em Minas Gerais e réu por crimes como organização criminosa e corrupção eleitoral, a ordem de transferência foi emitida após a Polícia Federal identificar conversas por videochamada entre o casal.
De acordo com a decisão judicial, as videochamadas entre Tatiana Medeiros, enquanto estava detida em Teresina, e seu companheiro, preso em Belo Horizonte, configuraram uma "falta grave". Pelo menos três chamadas foram registradas, levando a Justiça a considerar que Alandilson Cardoso Passos comprometeu a ordem e a segurança da prisão, além de interferir no processo.
Na nova unidade prisional, Alandilson deverá permanecer em uma cela do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), um sistema com alto nível de segurança e controle dos detentos. Capturas de tela do celular de Tatiana Medeiros, apreendido pela Polícia Militar no Quartel do Comando Geral em Teresina e obtidas pela TV Clube em conjunto com a Polícia Federal, mostram registros de pelo menos três chamadas de vídeo com seu companheiro.
Além disso, documentos apreendidos revelaram um pedido de compra de mais de R$ 500 em um supermercado de Teresina, entregue em local não identificado, e uma pesquisa de valor de passagem aérea de Belo Horizonte para Teresina para o mês de maio.
A prisão de Alandilson Cardoso ocorreu em 14 de novembro de 2024, em um hotel na capital mineira, durante uma operação conjunta do Departamento de Repressão ao Narcotráfico e da Polícia Federal. Tatiana Medeiros, por sua vez, foi detida em 3 de abril, durante a segunda fase da Operação Escudo Eleitoral.
A investigação revelou que a campanha que a levou à Câmara de Teresina foi financiada com "recursos ilícitos de uma facção criminosa". Ambos são acusados de participar de um esquema de corrupção eleitoral que envolve outras seis pessoas, incluindo familiares e assessores da vereadora.
Em maio, Tatiana, Alandilson e mais sete réus foram acusados pela Justiça pelos crimes de corrupção eleitoral, organização criminosa e outros delitos.