Jovem que se fingiu de morto relata tentativa de homicídio por amigo em penhasco
Suspeito tentou matar a vítima no último sábado (22).
O jovem Gustavo Henrique Pereira Alves, de 22 anos, fez um vídeo relatando sobre a tentativa de homicídio que sofreu no último sábado (22). Na ocasião, o rapaz precisou se fingir de morto para sobreviver, depois que um suposto amigo o empurrou de um penhasco , na cidade de Assunção do Piauí (PI).
O vídeo gravado no hospital traz detalhes arrepiantes sobre a brutal agressão que quase lhe tirou a vida.
Amigo se revela agressor
Gustavo Henrique foi espancado e empurrado por Antônio Gledson, amigo de longa data, no local onde acreditava estarem desfrutando de um passeio. A situação se tornou um pesadelo quando, no alto de uma rocha, o agressor tentou tirar a vida de Gustavo.
"No começo, ele desceu e falou que foi sem querer, mas depois ele foi mostrando um olhar diferente e falou que a vontade dele era tirar a minha vida", relatou a vítima, ainda chocada com a traição do amigo.
Após a queda, Gustavo Henrique enfrentou novas ameaças, incluindo estrangulamento e golpes com um pedaço de pau. A sobrevivência se tornou um ato de coragem quando, após a sexta paulada, decidiu fingir-se de morto para enganar o agressor e garantir sua própria vida.
Desespero e luta pela vida
Abandonado pelo agressor, o jovem passou a noite na mata, lutando contra ferimentos, fome e sede. A determinação e a esperança o mantiveram vivo até ser resgatado por primos na manhã seguinte.
O pai da vítima, Djaci Alves, clama por justiça diante da brutalidade do crime. A motivação por trás da agressão aponta para o temor do agressor de que Gustavo possuísse informações comprometedoras em seu celular, embora tais detalhes não tenham sido revelados.
"A cidade toda está chocada pela crueldade e frieza em querer ocultar o crime, a ponto de jogar bola em uma quadra próximo a minha casa", denunciou o pai consternado.
As autoridades policiais estão investigando o caso, que gerou comoção e revolta pela violência empregada. Até o momento, o agressor não foi detido, mas a busca por justiça segue em andamento na Delegacia de Polícia Civil de São Miguel do Tapuio.