Israel bombardeia centro nuclear iraniano e Irã responde com mísseis

Exército de Israel lançou uma operação aérea onde aproximadamente 60 caças realizaram bombardeios.

O conflito entre Israel e Irã entrou em seu oitavo dia com um novo capítulo de tensões crescentes. Em uma ofensiva aérea, Israel bombardeou um centro de pesquisa nuclear iraniano, desencadeando uma resposta imediata do Irã com mísseis e drones durante a madrugada da sexta-feira (20).

Israel responde com bombardeios em Teerã

O Exército de Israel lançou uma operação aérea onde aproximadamente 60 caças realizaram bombardeios na capital do Irã, Teerã. Cerca de 120 munições foram disparadas contra instalações relacionadas à produção de componentes para motores de mísseis, bem como contra a sede da SNPD, órgão responsável pela pesquisa e desenvolvimento do programa nuclear iraniano.

Irã reage com mísseis e drones

Em retaliação, o Irã respondeu com mísseis e drones, resultando em sirenes noturnas em Israel. Mesmo com o sistema Domo de Ferro interceptando quatro drones, mísseis conseguiram penetrar a defesa aérea e atingir áreas civis, deixando sete pessoas feridas em Beersheba.

Escalada do conflito

Os ataques recentes sucederam um míssil iraniano que atingiu um hospital no sul de Israel, deixando cerca de 70 feridos. Em resposta, autoridades israelenses, incluindo Benjamin Netanyahu, prometeram um "preço alto" ao Irã e responsabilizaram diretamente o líder Ali Khamenei.

Negociações diplomáticas e tensões globais

Enquanto o conflito se intensifica, o mundo observa atentamente a possibilidade de negociações diplomáticas. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que aguardaria duas semanas antes de determinar o envolvimento americano ao lado de Israel, adicionando uma camada de incerteza ao cenário.

Neste contexto, ministros das Relações Exteriores do Reino Unido, França e Alemanha, juntamente com a representante da UE, Kaja Kallas, estão organizando um encontro em Genebra com autoridades iranianas. Esta iniciativa busca explorar uma possível saída diplomática, sendo a primeira tentativa formal desde o início dos bombardeios israelenses.