Ingressos da Copa do Mundo de 2026 atingem preços exorbitantes
Com ingressos chegando a quase R$ 48 mil (ou US$ 9 mil), muitos torcedores expressaram indignação.
A Fifa liberou recentemente a compra do terceiro lote de ingressos para a Copa do Mundo de 2026, causando grande repercussão devido aos altos preços. Com ingressos chegando a quase R$ 48 mil (ou US$ 9 mil), muitos torcedores expressaram indignação, pedindo que as vendas sejam pausadas até que novos valores sejam estabelecidos.
Conforme a Fifa, cerca de 8% dos ingressos são destinados às federações para jogos das suas seleções, vendidos exclusivamente aos membros de clubes de torcedores. Estes ingressos, divididos em quatro categorias, oferecem benefícios variados, sendo a primeira a mais premium.
As federações da Alemanha e da Inglaterra divulgaram suas tabelas de preços, provocando reações intensas nas redes sociais. A Associação de Torcedores de Futebol da Inglaterra e do País de Gales (FSA) qualificou os valores como "escandalosos", criticando a decisão da Fifa, que consideram uma medida desproporcional para os torcedores apaixonados que seguem suas seleções.
Para os torcedores fiéis da Inglaterra, os preços são especialmente altos. Na final, o ingresso mais acessível custa US$ 4.185 (R$ 22.630 mil), o que equivale a R$ 251 por minuto de jogo.
A organização de Torcedores de Futebol da Europa (FSE) também condenou os preços como "exorbitantes", chamando-os de "traição" aos torcedores mais leais. Segundo a FSE, acompanhar sua seleção desde a fase de grupos até a final exigirá um investimento mínimo de US$ 6.900 (R$ 37.300), um aumento significativo em relação aos preços do torneio no Catar em 2022.
Em setembro, a Fifa havia anunciado que os ingressos teriam preços de US$ 60 (R$ 325) para a fase de grupos até US$ 6.730 (R$ 36 mil) para a final. Contudo, a introdução de um sistema de preços dinâmicos pela primeira vez na Copa resultou em flutuações que geraram insatisfação entre os torcedores. A FSA critica a falta de clareza nos critérios de preço por federação. Até o momento, a Fifa não se pronunciou sobre as críticas.