Hezbollah alerta para possibilidade de guerra civil no Líbano
Declaração surge em meio aos esforços do governo em controlar o armamento do Hezbollah.
O líder do Hezbollah, Naim Qassem, levantou preocupações sobre uma possível guerra civil no Líbano, afirmando que "não haveria vida" no país se o governo tentasse confrontar ou eliminar o grupo apoiado pelo Irã. Essa declaração surge em meio aos esforços do governo em controlar o armamento do Hezbollah, seguindo um plano apoiado pelos EUA, após ataques de Israel contra o grupo.
O Hezbollah, fundado há quatro décadas com o apoio da Guarda Revolucionária de Teerã, se recusa a desarmar, alegando que isso só poderá ocorrer quando Israel cessar seus ataques e a ocupação de uma região ao sul do Líbano, que antes era um reduto do grupo.
Qassem ressaltou a unidade nacional do Líbano, enfatizando que a convivência digna e a soberania do país só serão mantidas se não houver confrontos. Ele ainda acusou o governo de seguir uma agenda "americano-israelense" para eliminar a resistência, mesmo que isso resulte em conflitos internos.
Esforços de diálogo
Apesar do tom firme, Qassem mencionou a possibilidade de diálogo, informando que o Hezbollah e o movimento Amal optaram por adiar protestos de rua para abrir espaço para negociações. Contudo, ressaltou que estão prontos para agir se necessário, indicando que um protesto em frente à embaixada americana poderá ocorrer em uma situação extrema.
O conflito entre o Hezbollah e Israel, que remonta a anos de confrontos, teve um novo capítulo em outubro de 2023, durante a guerra de Gaza, quando o grupo apoiou o Hamas atacando posições israelenses na fronteira sul do Líbano. Mesmo mantendo influência política, o Hezbollah enfrenta crescentes apelos pela sua desmilitarização, especialmente fora da comunidade xiita.