Hamas anuncia que cumprirá cessar-fogo e libertará reféns no sábado
O anúncio ocorre após mediações intensificadas, nas quais negociadores pressionaram o grupo.
O Hamas, grupo que controla a Faixa de Gaza, anunciou nesta quinta-feira (13) que respeitará os termos do cessar-fogo e realizará a libertação de três reféns israelenses no sábado, conforme acordado.
O anúncio ocorre após mediações intensificadas, nas quais negociadores pressionaram o grupo para garantir o cumprimento integral do acordo, incluindo a retomada das trocas de reféns dentro dos prazos estabelecidos e o respeito aos protocolos humanitários por parte de Israel.
De acordo com uma autoridade palestina ouvida pela agência Reuters, as negociações entre Israel e Hamas, que se intensificaram desde quarta-feira, resultaram em um novo compromisso de ambas as partes com a continuidade do cessar-fogo.
Mais cedo, o Hamas já havia declarado que não deseja o rompimento da trégua, que interrompeu um conflito de 15 meses no território palestino.
Cessar-fogo sob tensão
Apesar do compromisso renovado, a trégua esteve ameaçada nas últimas horas devido a novas acusações entre as partes. Israel e Hamas se acusaram mutuamente de violações do acordo, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, alertou que as operações militares poderiam ser retomadas caso os reféns não fossem libertados no sábado.
O governo israelense, inclusive, convocou reservistas como medida preventiva diante da possibilidade de retomada do conflito.
Por sua vez, o Hamas justificou a suspensão temporária das trocas de reféns alegando que Israel descumpriu acordos, impedindo o retorno de deslocados ao norte de Gaza e atacando diversas áreas da região.
Já o governo israelense respondeu acusando o grupo palestino de uma "violação completa do cessar-fogo e do acordo de libertação dos reféns".
Pressão internacional
Nos últimos dias, a pressão internacional aumentou para que o Hamas cumpra o acordo. Na terça-feira (11), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou um ultimato dado no dia anterior, ameaçando o grupo com retaliações severas caso não liberte todos os reféns de uma só vez no fim de semana.