Flamengo deverá pagar pensão de R$ 10 mil para famílias das vítimas de incêndio
A decisão foi tomada pela Justiça do Rio de Janeiro, atendendo pedido da Defensoria Pública e MP-RJ.
O Clube de Regatas do Flamengo precisará pagar uma pensão mensal de R$ 10 mil para a família dos dez atletas que morreram em um incêndio, em fevereiro deste ano.
A decisão liminar da Justiça do Rio de Janeiro atende a um pedido feito pela Defensoria Pública (DPRJ) e pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ).
"A decisão é extremamente importante pois assegura às famílias dos meninos mortos um valor provisório para sua manutenção financeira, até que haja o pagamento das indenizações devidas pelo clube", afirmou Cintia Guedes, defensora pública e coordenadora cível da DPRJ.
O clube precisará pagar também esse valor retroativo, referente aos meses já decorridos desde o incêndio. Além disso, o Flamengo também precisará incluir nos pagamentos do clube os três atletas que se feriram durante a tragédia.
No despacho, o juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira destacou que o clube não cumpriu “espontaneamente”, "de forma parcial e provisória", "a responsabilidade de prestar apoio às vítimas diretas e indiretas do incêndio, conforme manifestação que anexou no processo".
Os valores devem ser pagos de forma imediata. Caso não cumpra a decisão, o Flamengo estará sujeito a uma multa de R$ 1 mil por dia de atraso para cada beneficiário.
Em nota, o Flamengo informou que ainda não foi comunicado da decisão.
Relembre a tragédia
O incêndio que causou a morte de 10 jogadores das categorias de base do Flamengo aconteceu no dia 8 de fevereiro de 2019, no Centro de Treinamento do clube, em Vargem Grande, no Rio de Janeiro.
As vítimas tinham entre 14 e 16 anos. Além dos mortos, três jogadores ficaram feridos.
O incêndio começou em um ar-condicionado, e se espalhou por seis contêineres, que serviam de dormitório. O local não possuía licença municipal e não seguia as normas de segurança.