Jovem morto por facção em Teresina não tinha envolvimento com o mundo do crime

Francisco, que não possuía vínculos com facções, foi morto no bairro Parque Universitário.
Adolescente de 15 anos foi vítima de uma vingança promovida por uma facção criminosa.
Adolescente de 15 anos foi vítima de uma vingança promovida por uma facção criminosa. (Foto: Reprodução)

O adolescente Francisco Kennedy da Silva Rosa, de 15 anos, que foi assassinado na Zona Leste de Teresina (PI) no dia 21 de julho de 2025, não tinha envolvimento com o mundo do crime. As informações são do g1.

De acordo com o delegado Divanilson Sena, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o jovem foi vítima de uma vingança promovida por uma facção criminosa, após a morte de um de seus membros. Francisco, que não possuía vínculos com facções, foi morto no bairro Parque Universitário.

A caminho da casa da namorada, Francisco havia descoberto que seria pai e planejava compartilhar a novidade com seus pais no dia do seu aniversário, em 22 de julho. Ele foi surpreendido e morto antes de conseguir contar aos pais.

De acordo com o delegado, Francisco foi morto pelo simples fato de morar em uma área dominada por uma facção rival. Após a morte de Samuel Ferreira Fidalgo, de 28 anos, horas antes, membros da facção iniciaram uma busca por qualquer indivíduo na área associada à facção rival, resultando na morte de Francisco.

'Vivia para estudar', diz família

Testemunhas relataram à Polícia Militar do Piauí (PMPI) que quatro homens armados, em duas motocicletas, percorreram o bairro ordenando que moradores retornassem às suas casas. Francisco foi abordado e alvejado com mais de 15 tiros, a maioria na cabeça, conforme apontado pela perícia criminal.

Francisco era estudante do Centro Estadual de Tempo Integral (Ceti) Gervásio Costa, no bairro Piçarreira. Sua mãe, Keytiane de Maria da Silva, de 38 anos, afirmou que ele era um jovem dedicado aos estudos e não tinha envolvimento com atividades criminosas.

O pai, Marcos da Rocha Rosa, de 40 anos, reforçou que o filho não se associava a facções, mas conhecia pessoas do bairro que poderiam estar envolvidas. "Disseram que matariam qualquer um de lá. Sabemos que nosso filho não é envolvido", declarou.

Com pesar, a mãe comentou sobre o futuro: "Temos provas de que nosso filho vivia para estudar. Ele sempre nos acompanhava e nos ajudava nas férias em Timon (MA). Agora, buscamos justiça e temos a certeza de que, assim como criamos nosso filho, criaremos nosso neto."