Estudantes de Picos transformam sala em clínica em aula prática de Biologia
O resultado foi apresentado para um público de mais de 60 alunos convidados de outras escolas.
Na última quarta-feira (3), os estudantes da 3ª série do Ensino Médio do Ceti Desembargador Vidal de Freitas, em Picos, viveram uma experiência diferente. De jaleco e caderno em mãos, eles deixaram de lado o formato tradicional da sala de aula e a transformaram em uma verdadeira clínica para estudar doenças hereditárias.
A atividade foi conduzida pela professora Antônia Ana dos Santos e dividiu os jovens em grupos de pesquisa. Cada equipe ficou responsável por investigar condições como hemofilia, síndrome de Down, eritroblastose fetal e síndrome de Patau. Nos trabalhos, os alunos explicaram sintomas, métodos de diagnóstico, possibilidades de tratamento e até mesmo como seria a rotina de uma família com um paciente nessas circunstâncias. Para tornar a vivência mais próxima da realidade, bonecos foram utilizados para simular bebês em atendimento.
O resultado foi apresentado para um público de mais de 60 estudantes convidados de outras escolas da rede estadual. Além das exposições, os anfitriões promoveram jogos e responderam perguntas, estimulando uma troca de conhecimentos de forma leve e interativa.
O grupo da aluna Karoliny Costa dos Santos abordou o tema da eritroblastose fetal. Para ela, a proposta foi marcante. “A gente saiu da rotina e se aprofundou muito no estudo. Eu adorei! Foi como se estivéssemos mesmo em uma clínica, vivendo a situação de perto”, relatou.
Já a estudante Monique Alice Pereira Santos destacou o caráter dinâmico da experiência. “Foi uma atividade muito interessante. A interação com colegas de outras escolas tornou o aprendizado ainda mais rico e ajudou a fixar o conteúdo”, avaliou.
O secretário de Estado da Educação, Washington Bandeira, ressaltou que a iniciativa ilustra bem o potencial do ensino em tempo integral. “Com mais tempo na escola, os professores podem criar práticas inovadoras, que colocam os estudantes como protagonistas do próprio aprendizado”, afirmou.
Mais do que memorizar informações, a atividade proporcionou aos jovens a chance de desenvolver habilidades essenciais, como o trabalho em equipe, a tomada de decisões e a resolução de problemas. O exercício também reforçou como a ciência se conecta ao cotidiano e de que forma pode contribuir para melhorar a qualidade de vida das pessoas.