Empresário denunciado por golpe pede sanções contra Alexandre de Moraes
Paulo Figueiredo classificou Moraes como um "ditador disfarçado de juiz".
O empresário e jornalista Paulo Figueiredo, um dos denunciados pela Procuradoria-Geral da República por tentativa de golpe de Estado no Brasil, fez um apelo ao governo dos Estados Unidos, solicitando sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante uma audiência na Comissão de Direitos Humanos Tom Lantos, no Congresso norte-americano, Figueiredo classificou Moraes como um "ditador disfarçado de juiz" e alegou ser vítima de perseguições desde 2019, incluindo o congelamento de bens, bloqueio em redes sociais, cancelamento de passaporte e uma condenação ao exílio.
Em seu depoimento, o empresário mencionou Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli, deputados brasileiros que, segundo ele, também sofrem perseguições judiciais. Figueiredo afirmou desconhecer a existência de um mandado internacional de prisão contra si e criticou a postura de Moraes, que o acusa de ser um fugitivo sem direito a defesa.
Durante a audiência presidida pelo deputado democrata James P. McGovern, houve um embate sobre a alegação de perseguição judicial feita por Figueiredo. O clima se acirrou com a acusação de violação da liberdade de expressão pelo empresário, sendo considerada "exagerada" por McGovern.
A solicitação de Figueiredo por sanções a Moraes nos Estados Unidos está inserida em um contexto mais amplo, onde o governo Trump anunciou a intenção de restringir vistos a autoridades estrangeiras envolvidas em censura a cidadãos ou empresas americanas.
A possibilidade de incluir Alexandre de Moraes nessa lista foi sugerida pelo secretário de Estado Marco Rubio, como parte da Global Magnitsky Act, que permite punições a estrangeiros por violações de direitos humanos, incluindo bloqueio de bens e restrições de entrada nos EUA.
No entanto, é importante ressaltar que Paulo Figueiredo é réu no STF, acusado de participar de uma suposta trama golpista em 2022, disseminando desinformação para influenciar militares e minar a credibilidade do sistema eleitoral.
Radicado nos Estados Unidos, Figueiredo foi notificado da denúncia por edital, uma vez que seu paradeiro é desconhecido. A Defensoria Pública da União foi designada para representá-lo, mas alega não poder apresentar defesa devido à falta de informações sobre sua localização no exterior, mantendo o caso em aberto.