Empresário de rede de açaí morto em SP inspirou nova geração e deixa legado

Fundador do Açaí no Grau, Daniel Rocha morre aos 43; Picos decreta luto
Fundador do Açaí no Grau, Daniel Rocha morre aos 43; Picos decreta luto
Fundador do Açaí no Grau, Daniel Rocha morre aos 43; Picos decreta luto (Foto: Reprodução)

Simples, visionário, empreendedor e pessoa que gostava de ajudar o próximo. É assim que amigos, familiares e colaboradores descrevem Daniel Rocha, fundador e CEO da franquia Açaí no Grau, que morreu aos 43 anos, nesta sexta-feira (30).

Daniel Rocha passou mal ao chegar de um cruzeiro, foi levado ao hospital de Picos e transferido para o Sírio Libanês, em São Paulo. Ele estava com quadro de febre, mal-estar, fraqueza muscular e falta de água. Há suspeita de infecção por bactéria.

Sua partida causou comoção no Piauí e no País, já que a franquia estava presente em nove estados (PI/MA/CE/PE/PB/BA/GO/RN e PA).

Daniel é natural de Sussuapara, cidade da microrregião de Picos, tem origem humilde e que teve uma ascensão financeira que orgulhava os conterrâneos.

Ele começou no ramo de milkshake e em seguida vislumbrou um negócio que mexeu com a cadeia mercadológica do açaí. Daniel e seu sócio fundaram o Açaí no Grau em 2015. A ideia era diversificar o setor, ter uma venda rápida e oferecer um diversificado self service de açaí, um fruto pouco conhecido no estado, na época, popularizado no estado do Pará.

A proposta da empresa foi oferecer uma franquia com o modelo de sucesso implantado em Picos, sua terra natal. Nos mais variados rincões do país, a proposta de Daniel virou aposta de renda para empreendedores. Ele criou um setor de distribuição de açaí em Picos, construiu fábricas e atualmente tem 800 clientes, com 100 franquias no País e gerando renda para mais de 2 mil pessoas.

Mais do que um empreendedor de sucesso, ele é lembrado por amigos, familiares e colaboradores como um homem que nunca abandonou a simplicidade, mesmo após construir um império no segmento de alimentação rápida. Ajudou seus familiares, com emprego e segundo relatos, mudou a vida de muita gente ao seu redor.

Sua trajetória foi o principal combustível para que centenas de outros piauienses apostassem no modelo de franquias. Ao transformar o consumo de açaí em um negócio rentável e escalável, ele não apenas gerou empregos, mas mudou a dinâmica do comércio local, provando que o talento regional poderia romper fronteiras.

O influencer  digital, Leão Cabecinha, amigo de Daniel, conta que ele era amigo de todo mundo.

“Era um cara espetacular, não tinha besteira, mesmo rico era simples, amigo de todos, ajudava todo mundo. A cidade está em luto”, disse Cabeçinha, que era um espécie de garoto propaganda do empreendimento, juntamente com o cantor Wesley Safadão, que era o embaixador da empresa.

Corpo chega no sábado

A previsão é que o corpo do empresário chegue a Picos neste sábado (31) para o velório e sepultamento. A cidade de Picos decretou luto de três dias e suspendeu a festa do Zé Pereira. O governador Rafael Fonteles e políticos lamentaram a morte de Daniel Rocha.