Economia com CNH gratuita chega a R$ 1,8 bi em cinco meses

Principal fator de redução de custos foi a gratuidade do curso teórico.

Desde dezembro de 2025, a plataforma CNH do Brasil tem permitido que os brasileiros economizem cerca de R$ 1,8 bilhão no processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação. Esta economia significativa foi divulgada pelo Ministério dos Transportes, ressaltando que o principal fator de redução de custos foi a gratuidade do curso teórico, que antes representava uma grande despesa para os candidatos.

O curso teórico, obrigatório para futuros condutores, era anteriormente pago às autoescolas. Com a nova plataforma, esta etapa se tornou gratuita, eliminando um dos maiores custos do processo de habilitação. Segundo o Ministério, a economia poderia ser ainda maior se fossem considerados os aumentos inflacionários esperados no período.

Economia nos estados brasileiros

A medida teve impacto financeiro positivo em todo o país, com alguns estados se destacando no volume de recursos poupados. Minas Gerais lidera com uma economia de R$ 269,6 milhões, devido ao curso teórico mais caro do Brasil, que custava em média R$ 1.095 por candidato.

São Paulo aparece em segundo lugar, com uma economia de R$ 225,3 milhões. Outros estados que se destacaram incluem a Bahia, com uma economia de R$ 217,9 milhões, e o Rio Grande do Sul, com R$ 171,5 milhões poupados. Pernambuco, Paraná e Rio de Janeiro também registraram economias expressivas, de R$ 114 milhões, R$ 113,6 milhões e R$ 108,8 milhões, respectivamente.

Acessibilidade e simplificação

A estratégia por trás da plataforma CNH do Brasil busca tornar a primeira habilitação mais acessível. Antes da iniciativa, o custo total para a obtenção da carteira nas categorias A (moto) e B (carro) poderia chegar a R$ 4,9 mil em alguns estados. Com as novas regras, esse valor agora varia entre R$ 810 e R$ 1,6 mil.

Além de tornar as aulas teóricas gratuitas, o Ministério dos Transportes introduziu mudanças estruturais, como o novo teto de R$ 180 para exames médico e psicológico, o credenciamento de instrutores autônomos e a diminuição da carga mínima de aulas práticas.