Deputado afirma que Câmara vai pautar anistia, mas votação ainda não tem data

Ele destacou que o PL não aceita uma versão reduzida da proposta de anistia: "Vamos brigar por tudo"
Sóstenes relatou que Hugo Motta solicitou seu retorno na segunda-feira (8) para conversas com outros líderes sobre a anistia.
Sóstenes relatou que Hugo Motta solicitou seu retorno na segunda-feira (8) para conversas com outros líderes sobre a anistia. (Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados)

O líder do PL na Câmara, deputado federal Sóstenes Cavalcante, afirmou nesta quinta-feira (4) que o presidente da Casa, Hugo Motta, reafirmou o compromisso de pautar a proposta de anistia. No entanto, ainda não há um cronograma definido para a votação. A declaração ocorreu após uma reunião entre eles, que durou pouco mais de uma hora, na residência oficial da Câmara.

Sóstenes relatou que Hugo Motta solicitou seu retorno na segunda-feira (8) para conversas com outros líderes. "Não me deu cronograma, mas garantiu que vai pautar", disse o deputado. Durante a próxima semana, as atividades se concentrarão em sessões remotas e negociações, indicando um período mais tranquilo para diálogos.

O parlamentar destacou que o PL não aceita uma versão reduzida da proposta de anistia. "Para nós, não interessa redução de crimes nem exclusão do presidente Bolsonaro. Vamos brigar por tudo", ressaltou Sóstenes. Ele também mencionou que a inelegibilidade do ex-presidente poderá ser discutida em futuras negociações.

Além disso, Sóstenes acusou ministros do STF de pressionarem o Congresso, lembrando que a votação não ocorreu no primeiro semestre devido a essa pressão. "Alguns ministros querem entregar a prisão de Bolsonaro como troféu", comentou.

Sobre a escolha do relator, Sóstenes afirmou que o nome deve vir de partidos de centro, como União Brasil, PP, Republicanos ou PSD. "Não será do PL. Quem define é o presidente Hugo Motta", apontou o líder do PL. Ele ainda demonstrou confiança em um apoio significativo à proposta, acreditando que irá superar 300 votos.

Ao abordar a tramitação no Senado, Sóstenes criticou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, ao afirmar que ele assumiu compromissos e não deve obstruir o processo. "Presidente preside, não discute texto. Se ele segurar, vai arrumar um grande problema", concluiu o deputado.