Caiado diz duvidar de vitória de Lula no segundo turno das eleições

Ronaldo Caiado, governador de Goiás, também é pré-candidato à Presidência.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que também é pré-candidato do PSD à Presidência, expressou confiança em uma vitória contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno eleitoral. Durante entrevista à Rádio CBN nesta terça-feira (31), Caiado afirmou que qualquer candidato que chegue ao segundo turno terá chances de vencer Lula, que busca a reeleição pelo PT. Para ele, a prioridade é mais do que vencer as eleições de outubro, mas sim governar e pacificar o País a seguir.

Caiado destacou que pretende direcionar os debates para temas essenciais como segurança, educação e terras raras. Ele também frisou a necessidade de dar "rumo aos juros" no país. Na segunda-feira, 30, quando foi confirmado pelo PSD como candidato principal do partido na corrida presidencial, Caiado ressaltou a importância de evitar o populismo, especialmente em relação a uma possível redução da taxa de juros.

Ele alertou sobre o crescente endividamento e o impacto nos juros, mencionando que essa é uma questão do governo federal. "O problema todo é que está criando um endividamento muito grande, e está trazendo um gasto muito grande e está aumentando a taxa de juros. Quem define taxa de juros é o governo federal, é quem toma dinheiro. Se você tem um endividamento no País cada vez maior, hoje ocupando quase 80% da dívida PIB, quem é que está recorrendo ao mercado? É o governo”, afirmou Caiado.

Um dos passos fundamentais, de acordo com o governador, é pacificar o Brasil. Ele defendeu uma anistia ampla e irrestrita para os envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, inclusive para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). "O Brasil não aguenta mais essa polarização, vamos pacificar", declarou.

Sobre alianças regionais, Caiado mencionou que buscará diálogo com governadores, como Tarcísio de Freitas de São Paulo, independentemente dos apoios já lançados a outros candidatos. Ele destacou a importância de "romper a bolha da polarização" e enfatizou que as eleições deste ano não devem ser uma revanche das de 2022.