Alunas da UFPI são destaque em Congresso de Melhoramento de Plantas

Pesquisas premiadas no 13º CBMP fortalecem UFPI no cenário científico.
Estudantes da UFPI são premiadas em Congresso Brasileiro de Melhoramento de Plantas (13o CBMP).
Estudantes da UFPI são premiadas em Congresso Brasileiro de Melhoramento de Plantas (13o CBMP). (Foto: Divulgação / UFPI)

A Universidade Federal do Piauí (UFPI) conquistou reconhecimento no XXIII Congresso Brasileiro de Melhoramento de Plantas, realizado de 2 a 5 de setembro em Luís Correia (PI). Duas alunas da instituição foram premiadas, destacando-se pelo desenvolvimento de pesquisas inovadoras na área de melhoramento genético vegetal.

O evento, um dos mais relevantes no Brasil para o setor, reuniu especialistas, pesquisadores e estudantes. Seu principal objetivo é compartilhar experiências, promover debates científicos e divulgar inovações em melhoramento vegetal. Entre os momentos mais celebrados do congresso, esteve a apresentação do Prêmio Antônio Secundino, que reconhece trabalhos de estudantes de graduação e pós-graduação.

Grazielly Santos da Silva, aluna de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Agronomia da UFPI, conquistou o 1º lugar na categoria Graduação com o trabalho "Amplo estudo citogenético em espécies de Solanum L. (Solanaceae Juss.) usando bandeamento por fluorocromos CMA/DAPI". Esta pesquisa desbrava os padrões de bandas de heterocromatina em espécies de Solanum, contribuindo para a compreensão da diversidade genômica dessas plantas.

O estudo faz parte das atividades do Laboratório de Citogenômica Vegetal, coordenado pela professora Lívia do Vale Martins. "Esse trabalho inovador, desenvolvido desde 2023, demonstra nosso compromisso com qualidade e impacto na área de melhoramento genético de plantas", comenta a professora, destacando o suporte de órgãos como CAPES, CNPq e FAPEPI.

Além disso, Maria Clara Alencar Rodrigues, estudante de graduação em Engenharia Agronômica, recebeu menção honrosa pelo 3º lugar com a pesquisa sobre modelagem não linear do crescimento de pimenteiras em estresse térmico. A pesquisa, orientada pela professora Priscila Alves Barroso, utiliza técnicas de estatística para entender o comportamento das plantas, oferecendo insights para o desenvolvimento de cultivares mais resistentes às mudanças climáticas.

Ambos os trabalhos foram possíveis graças ao apoio da UFPI e à colaboração com instituições como a Universidade de Burgos, na Espanha. Esse reconhecimento no congresso reforça o comprometimento dos grupos de pesquisa da UFPI com a excelência acadêmica e científica.