Aliança Rússia-Irã gera apreensão entre países do G7

Apreensão surge após alegações de que Moscou estaria auxiliando Teerã a atingir forças dos EUA.

A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, expressou na última sexta-feira (27) a preocupação de Londres e dos países do G7 com a crescente aliança entre Rússia e Irã. Essa apreensão surge após alegações de que Moscou estaria auxiliando Teerã a atingir forças dos EUA no Oriente Médio.

Cooper destacou o temor quanto ao fortalecimento dos laços militares entre os dois países, enfatizando a importância de abordar essa questão na reunião do G7, que está acontecendo na França. "Estamos profundamente preocupados com os vínculos de longa data entre Rússia e Irã, especialmente no compartilhamento de capacidades militares", afirmou.

O encontro, que reúne ministros de diversas democracias ocidentais, conta com a participação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. A reunião ocorre em um contexto de conflitos no Irã e na Ucrânia, o que amplifica a urgência em discutir as relações internacionais.

De acordo com fontes ocidentais, Moscou estaria fornecendo imagens de satélite e ajudando o Irã a aprimorar suas capacidades de drones. Em contrapartida, Teerã estaria apoiando a Rússia na guerra contra a Ucrânia, fortalecendo ainda mais sua parceria estratégica.

Em resposta às acusações, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, negou na quinta-feira (26) que Moscou esteja transferindo informações de inteligência para o Irã com o objetivo de atingir forças americanas na região. Entretanto, Lavrov confirmou a estreita relação entre os dois países, afirmando que a Rússia fornece equipamentos militares ao Irã.

Lavrov enfatizou que, apesar da cooperação militar, a Rússia não aceita as acusações de que estaria repassando dados de inteligência para Teerã. A declaração visa acalmar as tensões, mas reforça a complexidade das relações internacionais na região.