Acusado de vazar fotos dos corpos de Marília e outros cantores se torna réu
No Brasil, o crime de vilipêndio de cadáver é punível com detenção de 1 a 3 anos, além de multa.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público contra o acusado de divulgar fotos dos corpos dos cantores Marília Mendonça, Cristiano Araújo e Gabriel Diniz foi aceita pela Justiça do Distrito Federal. O acusado está sendo processado por incitação ao crime e concurso material de crimes. As imagens dos corpos foram capturadas para fins de perícia no Instituto de Medicina Legal (IML).

Conforme a denúncia, André Felipe de Souza Alves Pereira, de 22 anos, não apenas divulgou as imagens dos cantores, mas também disseminou ideias nazistas, racistas e xenofóbicas por meio de suas redes sociais. Em razão desse comportamento, ele também foi denunciado por essas práticas.
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Segundo os promotores, André foi acusado de fazer postagens em redes sociais utilizando a cruz suástica, símbolo do nazismo, e incitando o preconceito contra nordestinos, referindo-se a eles como "escória". Além disso, ele também teria cometido atos que comprometem a segurança e o funcionamento de atividades escolares.
O juiz Max Abrahão Alves de Souza acatou o pedido do Ministério Público para que a conta do acusado em uma rede social seja excluída, assim como os links de divulgação das imagens e vídeos em questão.
Entenda o caso
No dia 17 de abril, André foi preso em flagrante após utilizar uma rede social para disseminar imagens dos artistas Marília Mendonça, Cristiano Araújo e Gabriel Diniz, que haviam sido capturadas para fins de perícia no Instituto de Medicina Legal (IML).
De acordo com a Polícia Civil, as investigações indicam que as imagens foram adquiridas de maneira ilegal e disseminadas indiscriminadamente na internet. No Brasil, o crime de vilipêndio de cadáver é punível com detenção de 1 a 3 anos, além do pagamento de multa, conforme estabelecido no artigo 212 do Código Penal.
“O acusado fez uso ainda de documento identidade falso e atentou contra a segurança e funcionamento das atividades escolares, por ter divulgado na internet publicações exaltando, recordando em homenagem e incentivando novos atentados em 20 de abril de 2023”, disse o Ministério Público.
Conforme informações fornecidas pelo órgão responsável, considerando a soma das penas para os crimes cometidos, a sentença pode variar de 10 a 31 anos de prisão.
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