Brasil critica sanções dos EUA a supostos membros do PCC
A medida impacta dois brasileiros e três empresas, bloqueando seus bens nos EUA.
O governo brasileiro manifestou preocupação após os Estados Unidos sancionarem cidadãos e empresas do Brasil, alegando ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A medida, anunciada na quarta-feira, 1º, impacta dois brasileiros e três empresas, bloqueando seus bens nos EUA.
O Ministério da Justiça destacou que tais ações unilaterais podem comprometer a soberania nacional e afetar a cooperação internacional. Segundo comunicado oficial, decisões como essa não devem ser tomadas sem considerar acordos jurídicos e tratados existentes.
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O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, comentou sobre a importância de respeitar a soberania nacional ao combater o crime organizado. Durante um evento em São Paulo, ele afirmou que o Brasil continuará aprimorando sua cooperação internacional.
Entre os alvos das sanções estão Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Shimada é acusado pelos EUA de atuar como ligação entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais, além de lavar mais de US$ 30 milhões em criptomoedas. As empresas envolvidas incluem Victory Trading e Pixwave, sediadas em São Paulo.
A decisão dos EUA segue a classificação do PCC como organização terrorista estrangeira pelo país. O governo brasileiro expressou receio de que ações como essa possam gerar restrições adicionais para bancos estrangeiros, incluindo brasileiros.
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