Vai, saudade.

Vai, saudade,
morar na casa dela
e, por favor, peça a ela
para voltar.
Diga que estou sofrendo,
que até hoje me arrependo
de ter deixado
o orgulho me dominar.
Se eu tivesse lhe pedido
que não fizesse isso comigo,
e também lhe prometido
que eu ia mudar,
ela não teria partido.
Podia até ter sofrido,
mas ia me perdoar.
Ela levou o meu pijama
e deixou a sua camisola,
e é ela que me consola
na hora que vou deitar,
confessando ao meu ouvido
que não vai suportar
e que vem devolver a saudade,
trazendo o pijama com ela,
para, com a camisola, se deitar.
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