Uma santa

Disseram-me
Que tua beleza era rara,
Que até a natureza
Por ti se apaixonou.
Na gruta em que moravas,
Tudo era encantado:
Havia uma cachoeira de flores —
Nela tu te banhavas.
E ficavas tão perfumada
Que deixavas extasiado
Quem ali te visitou.
E a lua vinha calada,
E quando em ti clareava,
Tu te transformavas
Em raios multicores.
Aí chegava o vento,
Levava-te sereno,
Em nuvens feito um andor.
Por onde tu ias passando,
O povo ficava rezando
E a ti rendendo louvor.
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