Sou uma criança invisível

Estou aqui, mas sou invisível
Como invisível é a minha dor
A minha lágrima que cai sem direção
Marcando o meu rosto, perdido na multidão
Invisíveis são os meus sonhos
Quero viver, quero poder sonhar
Por que não sinto a sua presença?
Vivo perigosamente, sem sua mão para me guiar
Às vezes quero me esconder
Mas já sou invisível para você
Quero minha alma aquietar,
ter uma casa para morar
Só preciso saber, onde posso te procurar?
Estou cansado e com medo, meu
corpo pequeno a fadigar
Minha alma triste a naufragar
O chão duro e frio a me castigar
Quero um abraço quente a me agasalhar
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