Silêncio!!!

Silêncio!!!
Morre um poeta
Mas não morre o que ele escrevia
Tudo vive em sua obra
Transformada em poesia
Quantos tombos ele levou
Do abismo ele escapou
A cicatriz não sarou
Mesmo assim ele sorria
Sonhar ele sonhava
Acreditar era o que faltava
O medo lhe acompanhava
Por tudo ele sofria
A dor, o amor e a alegria.
Dentro dele se escondia
Ele não era o que aparentava
E a angustia lhe consumia
Uma gaiola lhe aprisionava
O poeta não mais voava
E aos poucos se acabava
Sem saber o que fazia
JOSÉ PARAGUASSÚ
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