Silêncio

Silêncio
Vejo o suor
Escorrendo no teu corpo
Provo o sabor do seu pecado
Entrega-se como louca penitente
Ofegante demonstra o seu cansaço
De tanto debater-se em movimentos
A procura do prazer mais intenso
Grita incontida o seu desejo
Pede que lhe afogue com os meus beijos
Revirando os olhos e tremendo
Cai pesadamente para um lado
Gemendo como se tivesse apanhado
Pedindo que eu lhe enlace com os meus braços
Deixando que o silêncio nos revele
O prazer que o corpo nos remete
JOSÉ PARAGUASSÚ
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