Saudade do sertão

Trancado em um apartamento,
Lembrando-me do sertão.
Lá eu tinha meus amigos
E o meu cavalo alazão.
Sentava no velho terreiro
Nas noites de São João,
Vendo a fogueira queimar
Enquanto eu tocava o violão.
Aqui, nesse apartamento,
Onde tudo é solidão,
Não vejo o brilho do luar
Nem dou viva a São João.
Se eu pudesse, eu queria
Voltar para o sertão,
Pra rever os meus amigos
E galopar meu alazão.
Na cidade é diferente
Dos costumes do sertão:
Não se bebe mais o aluar,
Tudo é pura sofisticação.
Mas o que eu gosto mesmo
E aquece meu coração
É carne assada com pirão,
Do jeitinho lá do sertão.
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